Febre Amarela volta a preocupar o Rio de Janeiro

Sergio Schargel

Na última quarta-feira, dia 19, faleceu em Maricá um homem com suspeita de ter contraído Febre Amarela. Amostras do seu sangue também foram enviadas para a Fundação Oswaldo Cruz que fará a confirmação se a fatalidade foi em decorrência de contaminação da doença ou não.

A Febre Amarela é uma doença viral transmitida pelo Aedes Aegypt, o mesmo mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. A doença ressurgiu esse ano em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, porém concentrada em regiões rurais e silvestres. A Secretaria de Saúde recomenda a vacinação, que está disponível de forma gratuita. Carlos Alberto Basílio Oliveira, coordenador do curso de pós-graduação em Patologia do Departamento de Medicina da PUC-Rio, alerta para a necessidade da vacinação para impedir a contaminação urbana: “se não for controlado, o vírus silvestre acaba chegando na área urbana. A vacinação é de extrema importância, pois é a melhor forma de controle e de prevenção contra uma possível epidemia. Mesmo aqueles que vivem na cidade e não planejam viajar para áreas silvestres devem ser vacinados para impedir que o vírus chegue até ele ou, caso chegue, não produza o efeito patológico”.

Além disso, um macaco foi encontrado morto também esta semana na Serra da Cruz, zona rural de Macaé, também com suspeita de ter contraído Febre Amarela. Para o professor Basílio Oliveira, os macacos servem como alerta da doença: “os primatas são sentinelas. Por também serem picados pelo mosquito e atingidos pela doença, a detecção de primatas mortos serve como alerta para o homem perceber em qual região a doença está atuando”. A Vigilância Sanitária do Rio lançou a campanha “Macaco no seu galho não oferece risco. Caído, sim” para conscientizar a população sobre a importância de entrar em contato imediatamente com as autoridades caso aviste um primata morto.

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