Fumo passivo: apenas um passo de um AVC

Rodrigo B. Yacoub

 Você sabia que fumar pode aumentar os riscos de um AVC?

A fumaça liberada pelo cigarro causa o endurecimento das paredes arteriais, o que aumenta as chances de o sangue coagular.

De acordo com Associação de Acidentes Vasculares Cerebrais, o ato de fumar dobra as chances de sofrer um AVC e as consequências não são ruins só para fumantes. Quem entra em contato com a fumaça do cigarro – chamados de fumantes passivos – também sofre.

O Centro de Controle de Doenças americano mostrou que um em cada quatro americanos são expostos ao fumo passivo. Para descobrir mais sobre as consequências da ingestão passiva de fumaça foi feito um estudo nos Estados Unidos.

O estudo, publicado na revista médica Stroke, contou com a análise dos dados de 28 mil pessoas diferentes. Os participantes foram recrutados entre 1988 e 1994 e depois entre 1999 e 2012.

Os resultados foram esclarecedores: pessoas que sofreram de um AVC tinham quase 50% mais probabilidade de ter sido expostos regularmente à fumaça de cigarro durante a vida do que pessoas que nunca tiveram AVC. Os dados também mostraram que, fumantes passivos, sobreviventes de um AVC, têm mais risco de morte por fatores não relacionados à doença do que quem não entra nessa categoria.

O fumo passivo é um perigo para todos, mas de acordo com a principal autora do estudo, a professora Michelle Lin, da faculdade de Medicina Johns Hopkins, sobreviventes de um AVC devem percorrer medidas extras para evitar ao máximo.

O fumo passivo pode levar à doenças cardiovasculares e câncer de pulmão em adultos e asma e infecções em crianças, então, é sempre bom ficar alerta.

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